Pet em Condomínios

Pet em Condomínios

A regra geral hoje é que animais podem viver com seus dono em condomínio, mesmo quando o regulamento interno proíbe a presença deles. Isso é um direito constitucional, que tem sido garantido pelo poder judiciário, sobrepondo-se às normas condominiais. É importante lembrar, entretanto, que caso eles causem problemas ou incomodem, os pets podem ser expulsos.

Conhecer e respeitar os direitos de vizinhança estipulados por lei e pelas normas de cada condomínio é fundamental para o dono de animal de estimação contar com o apoio do sistema jurídico. Fique atento a alguns aspectos importantes:

Horário de silêncio 

O horário de silêncio é estipulado por lei municipal e por norma interna do condomínio. Ocorre, em geral, entre as 20h e 8h. Do ponto de vista legal, a perturbação do sossego da vizinhança por ruídos de animais só se caracteriza se o barulho for produzido durante esse horário. Mas vale o bom senso também, e o dono deve sempre ensinar o cão a não exagerar nos latidos, até porque, além de incomodar os vizinhos, é muito estressante para ele latir o tempo todo.

Uma dica é interferir quando ele começa a latir sem motivo, por causa de ruídos no corredor ou na rua, por exemplo. Ele precisa saber que o dono não aprova essa atitude, e para isso você pode usar, por exemplo uma guia longa e “cutucá-lo” quando ele começar ou um spray de água na direção do focinho. Junte a isso um “quieto´, dito com firmeza, para interromper a ação. Quando houver um barulho e ele não reagir, jogue um brinquedo ou faça um carinho nele, assim ele aprenderá que não é trabalho dele controlar o movimento da vizinhança!

Higiene e saúde


Alguns condomínios podem exigir a caderneta de vacinação dos animais, e vale sempre lembrar que os espaços pertencentes ao condomínio não devem ser usados como banheiros. O condômino, ao sair com seu pet, precisa estar preparado para os imprevistos levando consigo um saquinho para recolher dejetos. Pode haver reclamação também se as condições de higiene da unidade em que os pets vivem não for adequada e cheiros desagradáveis se espalharem pelo corredor ou áreas internas, por isso é importante manter o “banheiro” dos pets sempre limpo.

Segurança

Ninguém vai defender a permanência de um pet num prédio se ele já agrediu um morador. A agressividade é a pior característica do animal que se pretende manter em condomínio. Ele se torna malvisto por todos e pode ser retirado rapidamente do local por meio de tutela antecipada dada por um juiz.

Então, em caso de animais com temperamento instável, é preciso evitar problemas. Se o pet for pequeno, ele pode transitar no colo ou em caixa/bolsa de transporte. Já os médios e grandes devem estar sempre em guia curta e, se necessário, focinheira. Se ele for de raça polêmica, mesmo quando sociável, bem-educado e obediente, às vezes é melhor adotar essas precauções adicionais para evitar o medo e consequente preconceito dos demais condôminos até que conheçam bem o cão.

Em todos os casos, ter um cão que obedece os comandos básicos como ficar sentado no elevador sem agitação e não cheirar ou pular nas pessoas, certamente tranquiliza os vizinhos receosos e atrai a simpatia geral.

Exercícios 

Deixar o cão cansado é um bom jeito de fazê-lo feliz. Acorde uma hora mais cedo e pratique com ele uma boa caminhada diária. Atividades com brinquedos variados também trazem benefícios. Você pode, por exemplo, esconder alguns brinquedos ou petiscos pelo apartamento e ensiná-lo a procurar, assim quando você sair, ele terá com o que se distrair.

Trackbacks and pingbacks

No trackback or pingback available for this article.